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Quais as possibilidades para montar um escritório de advocacia?

  • Foto do escritor: Mariana Gonçalves
    Mariana Gonçalves
  • 17 de jul. de 2020
  • 5 min de leitura
Montar um Escritório de Advocacia

Você passou anos estudando para ser advogado. Agora quer colocar o nome na parede. A primeira decisão que vai definir muito do que vem depois não é o nicho, não é o site e não é o Instagram. É o formato do seu escritório.


E aqui começa o erro de muita gente: escolher o formato pelo que parece mais profissional, pelo que os colegas estão fazendo, ou pelo que cabe no bolso agora, sem pensar se aquilo realmente serve ao negócio que se quer construir.


Resumo rápido: existem três formatos principais para estruturar um escritório de advocacia: o escritório físico tradicional, o coworking jurídico e o escritório digital. Cada um tem custos, exigências e perfis de cliente diferentes. A escolha certa não depende do que parece mais profissional. Depende da sua área de atuação, do perfil do seu cliente ideal e da sua capacidade de gestão.


Antes de escolher: a pergunta que a maioria não faz

Quem é o cliente que você quer atender?

Essa pergunta deveria vir antes de qualquer decisão sobre espaço físico, mobiliário ou endereço. Porque o formato do escritório precisa servir ao cliente que você quer ter, não ao cliente que chegar primeiro.


Um advogado que quer atender construtoras e incorporadoras tem necessidades estruturais completamente diferentes de um advogado que quer atender pessoas físicas em demandas de família. Um escritório que funciona muito bem para um perfil pode ser um obstáculo para o outro.


Decida primeiro quem você quer atender. Depois decida onde e como.



Escritório físico tradicional

O modelo mais conhecido. Espaço alugado, placa na porta, sala de espera, mesa de reunião. Aquele escritório que a maioria das pessoas tem na cabeça quando pensa em advocacia.


O escritório físico tradicional ainda faz sentido em contextos específicos: quando o cliente precisa de uma referência presencial para confiar no serviço, quando a área de atuação exige reuniões frequentes e documentação física, ou quando a equipe é grande o suficiente para justificar a estrutura.


O problema é o custo. Aluguel, energia, manutenção, internet, recepcionista, mobiliário adequado. É o formato mais caro para montar e mais caro para manter. E é o que mais advogados escolhem sem avaliar se precisam mesmo dele.

Uma estrutura cara que não converte em resultado é peso, não investimento.


Escritório em coworking

O coworking jurídico resolveu um problema real: o advogado que precisa de um ambiente profissional para trabalhar e para receber clientes, mas não tem demanda ou caixa suficiente para manter uma sala própria.


No coworking, você tem endereço profissional, sala de reunião disponível por hora ou dia, estrutura de trabalho, e convivência com outros profissionais que podem virar parceiros ou indicações. Com custo fixo muito menor do que o de um escritório alugado.


Mas vale o mesmo alerta: pense no perfil do seu cliente antes de assinar qualquer contrato. Existem espaços de coworking totalmente informais e outros com estrutura mais próxima de um escritório tradicional. O ambiente precisa estar alinhado com o que o seu cliente espera ao chegar para uma reunião.


A Aula 97 da Comunidade Caixa Preta da Advocacia aprofunda exatamente esse raciocínio: por que levar o escritório para um coworking, quando faz sentido e quando não faz.


Escritório digital

Sim, é possível ter um escritório de advocacia 100% online. E dependendo da área de atuação, é o modelo mais eficiente que existe.


Clientes chegam pelo site ou pelas redes. Atendimentos acontecem por plataformas de reunião. Contratos de honorários são assinados digitalmente. Documentos são enviados e devolvidos sem que o cliente precise sair de casa, e sem que o advogado precise de um endereço físico para operar.


O escritório de Mariana Gonçalves funciona assim com boa parte dos clientes: construtoras e investidores de estados diferentes de Minas Gerais, e clientes internacionais em cidades como Nova York e Londres. A estrutura física existe para a equipe. Mas o cliente não precisa dela para contratar.


O que o escritório digital exige não é tecnologia. É disciplina. Quem não consegue manter rotina e produtividade trabalhando em casa vai encontrar no formato digital não uma solução, mas um problema maior.


A Aula 69 ("Escritório Digital: Como modernizar e escalar sua advocacia") e a Aula 228 ("Como gerir um escritório 100% digital") trazem o passo a passo para quem quer fazer essa transição com estratégia, não no improviso.


Como saber qual formato é o certo para você agora

Responda com honestidade:

  • Sobre o seu cliente: ele precisa ir até você pessoalmente para confiar no serviço? Ele se sentiria bem em um ambiente de coworking? Ou ele já está acostumado a resolver tudo de forma digital?

  • Sobre a sua área: ela exige reuniões físicas frequentes, documentação presencial e audiências locais? Ou ela opera bem à distância, com atendimentos remotos e documentação digital?

  • Sobre a sua gestão: você tem disciplina para trabalhar de casa ou precisa de um ambiente externo para manter produtividade? Você consegue gerenciar equipe de forma remota ou precisa de todos no mesmo espaço?

  • Sobre o seu caixa: o custo fixo de um escritório físico cabe no faturamento atual com margem de segurança? Ou você está comprando uma estrutura que ainda não sustenta o negócio?

A resposta honesta a essas perguntas vale mais do que qualquer tendência de mercado.


Perguntas frequentes sobre as Possibilidades para Montar um Escritório de Advocacia

Qual o formato de escritório mais barato para começar?

O escritório digital tem o menor custo fixo. Mas só funciona bem quando o advogado tem disciplina, a área permite atendimento remoto e o cliente aceita o formato. O coworking é uma alternativa intermediária: custo menor que o físico tradicional, com estrutura para receber clientes presencialmente quando necessário.

Preciso de escritório físico para ser levado a sério como advogado?

Não. A percepção de credibilidade vem do posicionamento, do conteúdo e da entrega, não do endereço. Clientes contratam advogados que resolvem o problema deles. A estrutura física é um fator que conta para alguns perfis de cliente e não conta para outros.

É possível começar em casa e migrar para um espaço físico depois?

Sim. Muitos advogados constroem o negócio digital primeiro e expandem para estrutura física quando o faturamento justifica o custo. A ordem importa: primeiro sustentabilidade financeira, depois expansão de estrutura.

Coworking é coisa de advogado iniciante?

Não. Advogados experientes usam coworking como estratégia de redução de custo fixo, especialmente quando a maior parte do atendimento é remoto mas ainda existe necessidade de receber clientes eventualmente.

Quais ferramentas são indispensáveis para um escritório digital?

A Aula 10 da Comunidade Caixa Preta da Advocacia lista as seis ferramentas indispensáveis para o escritório digital. E a Aula 24 ("Escritório de advocacia virtual: por onde começar?") traz o passo a passo para quem está montando essa estrutura do zero.




O formato do escritório não faz o advogado. A gestão faz.

Independente de onde você opera, o que define se o escritório vai crescer ou estacionar é a qualidade da gestão. Processos, financeiro, comercial, equipe. Isso sim diferencia advogado que sobrevive de advogado que constrói um negócio.


O formato certo para o seu escritório é aquele que serve ao cliente que você quer ter, cabe no caixa que você tem e libera o seu tempo para o que realmente importa. Dentro do Caixa Preta da Advocacia você encontra aulas práticas sobre estrutura, escritório digital, coworking, ferramentas e tudo que envolve montar e gerir um escritório de advocacia que funciona de verdade. São mais de 200 aulas organizadas por trilha, feitas por quem já construiu o que ensina.


Assine o Caixa Preta da Advocacia e pare de improvisar a estrutura do seu negócio. 



Quem é Mariana Gonçalves

Mariana Gonçalves é advogada e sócia administradora do escritório Rezende e Gonçalves, banca especializada exclusivamente em direito imobiliário, que atende construtoras e investidores em todo o Brasil. É professora desde 2015 e, em 2021, fundou a Comunidade Caixa Preta da Advocacia — o espaço de referência para advogados que querem transformar conhecimento jurídico em um negócio lucrativo e sustentável. Apresenta o podcast Caixa Preta da Advocacia e estrela a websérie Sócia de Emergência, onde abre os bastidores reais da gestão de um escritório de advocacia.

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